Divulgação de artigos é fundamental para pesquisadores

Talvez seja difícil para quem não é pesquisador entender a importância que a publicação de um trabalho tem. A pesquisa torna-se notória quando a comunidade científica toma conhecimento dos resultados. A divulgação pode ocorrer por meio de apresentação em congresso ou publicação de artigo em revista acadêmica. Saber qual a melhor forma de fazer isso é algo que estimula certa polêmica em função da abrangência diferente desses fóruns.

"Congressos têm alcance limitado, enquanto muitas revistas são disponibilizadas eletronicamente", diz o professor Ronaldo Pilli, pró-reitor de pesquisa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Ele afirma ainda que o ideal seria divulgar as pesquisas primeiro em congresso e, depois, publicar em algum periódico. No entanto, ele ressalva que a ânsia por publicação é grande e esse mecanismo tem se invertido. "No final das contas, mesmo que a submissão a um órgão de financiamento determine a paternidade das idéias, o que conta mesmo é a publicação, pois quem está no exterior não tem como saber", explica ele.

A professora Divina das Dores de Paula Cardoso, pró-reitora de pesquisa e pós-graduação da UFG (Universidade Federal de Goiás), vai além e afirma que sem publicação não existe carreira de pesquisador. "Seja o pesquisador ligado a uma instituição de ensino e pesquisa ou apenas de pesquisa, ele tem de gerar resultados capazes de agregar novos conhecimentos. E é necessário que seus resultados sejam socializados", afirma ela. É o que pensa, também, o pró-reitor de pós-graduação e pesquisa da UFPB (Universidade Federal da Paraíba), Isac Almeida de Medeiros, para quem a publicação de um artigo representa o reconhecimento do pesquisador. "A comunidade científica mundial reconhece um pesquisador não só pelo número de artigos publicados, mas também pela qualidade dos periódicos", explica ele.

Isac se refere ao chamado fator de impacto, que é a relevância que uma publicação tem para o meio científico. Esse fator é medido pela quantidade de citações que outros artigos fazem aos artigos publicados por ela. "Quando um artigo meu é citado, é mérito da revista. Claro que há contabilização de quantas vezes o artigo foi citado, mas é a revista que ganha em impacto", exemplifica Divina. A contagem das citações é feita por organismos especializados, como o JCR (Journal Citation Reports).

Avaliação técnica
Não apenas o fator de impacto dos periódicos onde se publica algo ajuda a incrementar o currículo de um pesquisador. A área de conhecimento abrangida pela publicação também conta. "Quando a produção é numa área do conhecimento, mas a publicação é em outra, a avaliação é diferente", afirma Divina. Ela se refere à avaliação dos artigos pelos pares. Ou seja, pelos pesquisadores, escolhidos ao redor do mundo pelo corpo editorial da publicação, que irão avaliar o material. "São pessoas que atuam na mesma área de conhecimento do artigo e são capazes de dar opiniões técnicas bastante balizadas. A comunidade aprecia esse tipo de avaliação de revistas de circulação internacional", conta Pilli.

A escolha da revista e da área do conhecimento dependem muito do bom senso do pesquisador, conforme conta Pilli. "É uma questão de olhar o que esta sendo feito. Todo pesquisador tem como tarefa olhar a literatura, ver o que os líderes da sua área publicam", declara ele. Pilli explica que cada área tem assuntos que repercutem mais. "Geralmente o pesquisador sabe quando tem um trabalho de nível para ser aceito numa revista de prestígio. Se o resultado tem alcance em outras áreas, ele merece ser publicado numa revista de maior alcance", diz.
Quando a pesquisa é altamente inovadora, as chances de ser publicada em revistas mais consagradas são maiores. É o que conta o pesquisador Jorge Timenetsky, do Instituto de Ciências Biomédicas, da USP (Universidade de São Paulo). "Se você descobre algo realmente novo, vai para uma revista tipo Science", afirma em referência à publicação da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência.

No entanto, para Pilli, não há nenhum demérito em não publicar em revistas como a Science. "São revistas muito seletivas e mesmo os líderes não publicam nelas sempre.", afirma. Ele explica que, para publicar numa revista de grande prestígio, passa-se pelo escrutínio de vários pares. "E, a depender da publicação, eles são bastante exigentes", afirma Pilli.

Conforme conta Elvira Carvajal, diretora do departamento de apoio à produção cientifica e tecnológica da sub-reitoria de pós-graduação e pesquisa da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), para que um artigo se enquadre nos padrões da revista, é difícil que seja aceito sem nenhuma adaptação. "Há revistas que não aceitam artigos por motivos não objetivos, inclusive por motivos pessoais. A comunidade cientifica é feita por seres humanos que estão sujeitos a falta de ética", lamenta ela. Por isso, Elvira explica que se o pesquisador tem conhecimento de que algum avaliador pode prejudicá-lo, pode pedir que o artigo não seja lido por determinada pessoa.

Publicação padronizada
Para minimizar as dificuldades com a publicação, Timenetsky recomenda aos pesquisadores elaborar bem o texto de apresentação do artigo, com uso de termos apropriados. Ele, que é autor de diversos artigos acadêmicos, conta que o artigo deve ser possível de ser reproduzido, incluindo as ilustrações com títulos e legendas que as tornem auto-suficientes. Por sua vez, Elvira recomenda que os artigos sejam publicados em inglês para aumentar a visibilidade perante a comunidade internacional.

É imprescindível seguir as normas determinadas pela publicação almejada. O alerta é do pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, Benedito Corrêa. Ele explica que, geralmente, as revistas exigem que o artigo seja entregue com título, resumo, palavras-chave, introdução, objetivos, material e métodos, resultados e discussão, além de referências bibliográficas. Para cada um desses itens, há limitações de tamanho e estilo. "Cada revista tem normas que devem ser obedecidas. O site das publicações normalmente traz o escopo, com informações sobre como elaborar cada tópico", afirma ele. Corrêa também conta que as melhores revistas costumam informar o fator de impacto no site.

Fonte: Universia

Colóquios de AD com inscrições abertas


I Colóquio Internacional Discurso & Mídia

De 17 a 19 de junho, em Salvador. Palestra de abertura será com Eliseo Verón. Inscrições até 17 de junho. Mais informações.

II Colóquio Internacional de Análise do Discurso

De 16 a 18 de setembro, na UFSCar. Inscrições com apresentação de trabalho até dia 19 de junho. Mais informações

I Colóquio Discurso e Práticas Culturais

De 11 a 14 de agosto de 2009, em Fortaleza. Inscrições com submissão de trabalhos: de 14 de abril a 20 de julho 2009. Inscrições sem submissão de trabalhos: de 14 de abril a 11 de agosto 2009. Mais informações.

Revista de Jornalismo Brasileiro abre chamada de trabalhos


De 1 de maio até 15 de junho de 2009, a Revista Jornalismo Brasileiro (ISSN 1806-2776) receberá colaborações de professores, pesquisadores, escritores, profissionais e graduados em comunicação para a sua 12ª edição.

O foco da publicação é o jornalismo, mas os trabalhos de outras áreas também serão aceitos, desde que tenham uma conexão com a temática central da publicação. Os trabalhos inéditos serão privilegiados, mas reproduções também serão aceitas, sob avaliação.

Os textos (acompanhados pelas respectivas autorizações de publicação) devem ter até 20 páginas (A4), em formato doc ou rtf, tipo Times New Roman, corpo 12, espaço simples, justificado, com bibliografia imprescindível e notas (indicadas no texto, sem sobrescrito e entre chaves; exemplo: [1], e não:1) no final do texto, além de uma breve
(até 5 linhas) biografia do autor. As imagens devem estar no formato jpg, com 72 dpi e legendadas.

Também serão aceitas as resenhas de obras recentes e, ainda, os ensaios fotográficos temáticos, com até 5 fotos. Os trabalhos devem ser enviados para os endereços: marcelojanuario@terra.com.br - Marcelo Januário (Editor) e valkneip@usp.br - Valquíria Passos Kneipp (Editora-Assistente).

A revista Jornalismo Brasileiro é uma publicação acadêmica eletrônica e está disponível no endereço www.eca.usp.br/pjbr, um projeto vinculado à Escola de Comunicações e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP), com a coordenação de José Marques de Melo.

Chamada de trabalhos: Observatório Mídia&Política‏


Doze anos após o lançamento do primeiro site de media watching, o Observatório da Imprensa, a análise crítica sobre a cobertura jornalística se consolidou no Brasil. Desse pontapé inicial, multiplicaram projetos de crítica da mídia em diferentes regiões do país.


Eles se propõem a realizar diagnósticos do que é produzido nas redações e abrir espaço para discussões entre diferentes setores da sociedade - a comunidade acadêmica, o mercado de trabalho, as entidades corporativas e os consumidores de produtos informativos.

Tendo esse cenário como pano de fundo, o Observatório Mídia&Política, coordenado pelo Núcleo de Estudos sobre Mídia e Política da UnB, quer discutir o estado da arte da crítica da mídia no Brasil. Este é o tema de edição que será lançada em maio de 2009. Convidamos pesquisadores, jornalistas, analistas e observadores da mídia a discutir o assunto, relatar sobre suas experiências, enfim, fazer uma crítica da crítica da mídia no país.

As normas de redação e outras informações estão no site Mídia&Política ou http://www.midiaepolitica.unb.br/normas.htm. Os artigos devem ter em torno de 1.000 palavras. Os textos podem ser enviados para os editores Thaïs de Mendonça Jorge (thaisdemendonca@uol.com.br) e Fábio Pereira (fabiop@gmail.com)

Prazo: 8 de maio de 2009

Publicações em revista científica 2


Conheci uma nova revista científica neste fim de semana para a qual nós podemos enviar artigos. Trata-se da revista "Temática". O editor dela, professor Marcos Nicolau, que também edita a revista Culturas Midiáticas, enviou-me um e-mail falando a respeito de questões sobre um artigo meu e falando também a respeito dessa outra revista. A "Temática" é um periódico mensal destinado à divulgação de artigos, ensaios e produções docentes e discentes de Comunicação e áreas afins. 

O Conselho Editorial da revista é formado pelos seguintes professores: 

Henrique Magalhães - PPGC/UFPB
Marcos Nicolau - PPGC/UFPB
Marjony Camelo / FAVIP
Moacir Barbosa / UFRN
Nadja Carvalho - DECOM-TUR/UFPB
Olga Maria Tavares - PPGC/UFPB 
Pedro Farias Francelino - DLCV/UFPB
Roseane Nicolau - IESP 
Wellington Pereira - PPGC/UFPB